Missão:
A nossa missão tem como objectivo a protecção de animais abandonados, acolhendo-os com carinho e proporcionando-lhes cuidados veterinários que a sua situação de saúde exija (mas nos quais se incluem, pelo menos, desparasitação, vacinação e esterilização). Paralelamente, divulgamos esses animais para que encontrem famílias que os respeitem e os adoptem com responsabilidade.
Como Ajudar:
A ajuda de todos é preciosa! Pode ajudar os nossos animais através de donativos diversos, que promovam os seu bem-estar, donativos monetários para ajuda nas despesas de veterinário, ou simplesmente fazer a divulgação dos nossos animais, contribuindo assim, para uma responsável adopção.
Donativos Monetários:
Para o envio de donativos monetários, agradecemos que o façam para o NIB 0079 0000 4682 5711 10193
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A VELHOTA QUE NÃO CONHECIA AS LETRAS
Pediram-me as mentoras da Missão Patas Felizes que, de quando em quando, escrevesse umas crónicas ou comentários.
O objectivo, penso eu, seria o de diversificar um pouco o blog, para que no mesmo não surgissem somente histórias de abandono, de cães e de gatos (e de cabras, e de guinea pigs, como já aconteceu) novo e velhos, doentes e desvalidos, postos de lado, deitados fora, como se fossem objectos descartáveis, lixo sem préstimo, impróprio, até, para a reciclagem.
Mesmo sem entender muito bem o que de mim desejavam, acedi. Mas, na realidade, tenho que confessar que não é tarefa fácil. Por um lado, porque sinto que já se escreveu tudo sobre tudo, que não há mais nada a dizer sobre coisa alguma nestes conturbados tempos, a não ser que nos repitamos até à exaustão. Parece que já vi tudo, que assisti a milhares de guerras e de sofrimentos inúteis. Por outro lado, falta-me a inspiração e se, por vezes, me ocorrem algumas ideias, logo se esfumam no frenesim das tarefas quotidianas, dos horários a cumprir, do trabalho profissional e doméstico, dos problemas de saúde familiares, dos cuidados a dispensar aos meus muitos quatro patas. Relego-as, portanto, para os cafundós do crânio e da mente, e quando, exasperada, tento repescá-las, já lá não estão.
Mas, ainda assim, por vezes, muito raramente, é certo, situações há que me sensibilizam, que me fazem pensar que, não importa o que nos possa acontecer, a vida é para ser vivida com alegria e com optimismo e que é pouco avisado da nossa parte não aproveitar as benesses e bons momentos que nos são concedidos.
Sou uma leitora compulsiva. Desde muito cedo, o gosto pela leitura, me foi inculcado pelos meus pais que, embora oriundos do Baixo Alentejo, e fazendo parte de famílias numerosíssimas, de modestos recursos, foram à escola e frequentaram-na até à 3ª. ou 4ª. classe. Nos tempos actuais, de 12 anos de escolaridade obrigatória, isto pode parecer risível, mas na primeira década do século XX, pessoas da província, mandarem os filhos à escola, especialmente as meninas era, com frequência, mal visto, no mínimo uma esquisitice, de quem se queria armar em superior. As meninas não precisavam de instrução para nada, tal coisa até lhes podia meter ideias estranhas na cabeça, de independência, de revolta, de desobediência aos futuros maridos.
As minhas mais remotas recordações de infância prendem-se com a leitura e com os livros. E ainda me vejo, dez reis de gente, 5/6 anos de idade, pela mão do meu irmão, calcorreando terras e ladeiras, em direcção à biblioteca do Sr. Lima, na Escola Oficina nº. 1, no Largo da Graça, onde passava as tardes de Sábado e de Domingo, perdida nos Mais Belos Contos de Fadas. E quando, por força das circunstâncias, fomos obrigados a regressar de África, além da vida tranquila e desafogada que deixei para trás, só tive pena dos meus livros. Não sei viver sem eles e aproveito todos os momentos para ler um pouco.
Assim o fiz, hoje, enquanto esperava pelo autocarro que me havia de trazer para o trabalho, em Lisboa.
Alheada do que se passava à minha volta, eis que, de repente, uma mão enrugada, tisnada, tapa o meu livro. Levantei os olhos, sobressaltada, e encarei a intrusa: era uma velhota que, com frequência, passeia pelas ruas do Livramento, vinda de alguma aldeia próxima, sai e entra em autocarros, vai aqui e acolá, e que sempre me cumprimenta (e a todas as pessoas que encontra) com um sorriso aberto, desdentado e ternurento. O rosto marcado por décadas de trabalho duro, as costas curvadas por anos e anos de enxada, de sol a sol. Na cabeça, um lenço, com as pontas a atar atrás, à moda saloia de outros tempos.
- Bom dia, minha senhora. A ler um bocadinho enquanto espera, não é? Em casa, não há tempo para ler… Faz bem, faz bem.
E acrescentou com pesar:
- Eu não conheço uma única letra.
- Mas, então, se tem pena, ainda está a tempo de aprender.
- Agora, minha senhora? Com quase 90 anos? Não, já não tenho cabeça para isso. Sabe, no meu tempo, não era obrigatório, como agora. E nós éramos 6 irmãos, nenhum de nós foi à escola. Desculpe, minha senhora, não queria incomodá-la.
Limpou uma lágrima furtiva e seguiu caminho.
Segui-a também com os olhos. Retomei a minha leitura.
Sou uma mulher afortunada.
MHR
18.11.09
Missão Patas Felizes na SIC
Questões ou Sugestões para:patasfelizes@gmail.com
Maio 2009 Copyright © Patas Felizes
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