Missão:

A nossa missão tem como objectivo a protecção de animais abandonados, acolhendo-os com carinho e proporcionando-lhes cuidados veterinários que a sua situação de saúde exija (mas nos quais se incluem, pelo menos, desparasitação, vacinação e esterilização). Paralelamente, divulgamos esses animais para que encontrem famílias que os respeitem e os adoptem com responsabilidade.

 

Como Ajudar:

A ajuda de todos é preciosa! Pode ajudar os nossos animais através de donativos diversos, que promovam os seu bem-estar, donativos monetários para ajuda nas despesas de veterinário, ou simplesmente fazer a divulgação dos nossos animais, contribuindo assim, para uma responsável adopção.

 

Donativos Monetários:

Para o envio de donativos monetários, agradecemos que o façam para o NIB 0079 0000 4682 5711 10193

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Terça-feira, 8 de Setembro de 2009

Crónicas da Manelita

As Crónicas da Manelita são uma forma de analisar e comentar alguns aspectos do nosso quotidiano, através de uma olhar atento de quem, com um espírito assaz críitico, não se pauta pela indiferença.

 

Semanalmente, a Manelita com o seu dom da escrita e com a sua visão muito pessoal, das coisas, dar-nos-á o prazer de momentos de leitura divertidos, sérios, preocupantes, descontraídos e certamente, sarcásticos.

A BATALHA


Subo, com esforço, que os anos já pesam, para o autocarro que, cinco dias por semana, me transporta da tranquila aldeia onde, agora, moro para o meu trabalho em Lisboa. Sento-me e abro o livro que releio – Guerra e Paz, de Tolstoi – na página marcada com uma dobra, exactamente na altura da Batalha de Borodino,  da marcha das tropas napoleónicas sobre Moscovo e da debandada dos russos, nobres e camponeses,  senhores e servos (as “almas”, como lhes chamavam) abandonando a cidade, deixando a terra queimada.   A descrição da tragédia -  dos invasores e dos invadidos, das dezenas de milhar de mortos de ambos os lados,  o clamor da armas, o estrondear dos canhões, o povo e a soldadesca russa em fuga, os feridos e estropiados tentando, também, escapar -  à mistura com o ronronar do motor do autocarro e da sua cadência embaladora, causam-me sonolência. O livro escorrega-me do colo e adormeço.

 

E sonho. Sonho que vivo num país idílico, onde o céu é sempre azul, apenas salpicado de nuvenzinhas, mais ou menos branquinhas, mais ou menos cinzentas, para não ser tudo bonitinho em demasia, e em que as  pastagens, que se estendem por lonjuras, até aos sopés de montanhas, coroadas de neve,  são sempre verdejantes;  onde os ventos que se semeiam, não colhem tempestades, antes a bonança, onde as pessoas, de todas as raças e credos, vivem em harmonia e, em igual harmonia, convivem com todos os animais, vertebrados e invertebrados, desde o mais insignificante molusco ao corpulento elefante, fazendo lembrar aquela imagem do paraíso terrestre, retratada num folheto, divulgado e distribuído por uma conhecida seita religiosa, e para a qual olho, sempre incrédula mas nem por isso menos fascinada;  sonho que os nossos governantes são pessoas de bem, honestas, incorruptíveis, que põem, acima de tudo, o bem-estar do seu povo, a verdade e a justiça; sonho que todos eles são defensores acérrimos dos animais e os respeitam; sonho que todos os líderes de partidos têm, como uma das prioridades do seu programa eleitoral, regulamentar os direitos dos animais, legislar sobre eles, para os proteger, tornar a sua vida cada vez melhor e que, em consequência dessa vontade, no meu país, neste país fabuloso, não há touros e cavalos torturados em touradas, caçadores que matam tudo o que mexe, espectáculos de circo com animais que vivem em condições degradantes; sonho que estou num país onde não se inauguram biotérios – fábricas de sofrimento em prol da “ciência”; sonho que não existem cães e gatos abandonados, seviciados, injuriados, atirados de carros em andamento; sonho que não existem canis camarários, linhas de montagem da Morte, campos de concentração e extermínio.

 

Um solavanco. O autocarro pára. O motorista diz, com voz grossa: chegámos!  e desperto do meu sonho mítico.  Levanto-me meio anquilosada, que a viagem é comprida. Apanho A Guerra e Paz,  saio,  trôpega e ensonada. Chegámos, é verdade. Chegámos ao  Campo Grande. E vejo,  com pasmo, todas aquelas almas, às dezenas, às centenas, aos milhares, e das  quais sou uma parte infinitesimal, andando apressadas, correndo, para o metro, para os autocarros, para os táxis, para não sei onde, na ânsia não sei de quê, em busca de coisa nenhuma, numa batalha constante, um Borodino sem fim.

 

7 de Setembro de 2009

 

tags:
publicado por Missão Patas Felizes às 23:43

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