Missão:

A nossa missão tem como objectivo a protecção de animais abandonados, acolhendo-os com carinho e proporcionando-lhes cuidados veterinários que a sua situação de saúde exija (mas nos quais se incluem, pelo menos, desparasitação, vacinação e esterilização). Paralelamente, divulgamos esses animais para que encontrem famílias que os respeitem e os adoptem com responsabilidade.

 

Como Ajudar:

A ajuda de todos é preciosa! Pode ajudar os nossos animais através de donativos diversos, que promovam os seu bem-estar, donativos monetários para ajuda nas despesas de veterinário, ou simplesmente fazer a divulgação dos nossos animais, contribuindo assim, para uma responsável adopção.

 

Donativos Monetários:

Para o envio de donativos monetários, agradecemos que o façam para o NIB 0079 0000 4682 5711 10193

 

 


 

 


 

 


 

 


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Sexta-feira, 16 de Outubro de 2009

Crónicas da Manelita

O CÃO À MINHA SOMBRA

Querido Dominó,

 

Lembro-me, como se fosse hoje, do dia em que te trouxemos para casa. Pouco antes do Natal de 1997, tinhas, então, dois meses de idade. Foste a oferta de uma boa amiga que, já muto tempo antes, me tinha dado um cão, o Donald, um Boxer excepcional, e que me acompanhou durante 13 anos.

Conhecia os teus progenitores, o teu pai, o Boxer Chico, o teu avô Charlie- também Boxer, um animal esplêndido, e  a tua mãe, uma cadela, Cão de Água Português,  de óptimo temperamento.  Nada, pois, faria prever que serias um presente envenenado. Vieste a dormir todo o caminho. Eras (és) lindo, uma mistura feliz, como que pintado, preto e branco, com pêlo de duas qualidades: o branco, longo, fino e sedoso, o preto mais curto, áspero como cerdas, a cabeça larga e proporcionada, os olhos escuros, grandes e pestanudos, orlados de cor-de-rosa, despigmentados. Quando chegámos a casa, a tua jovem dona, olhando para as tuas patas grossas e felpudas, perguntou: Mãe, de que tamanho vai ser este cão? Grande, respondi-lhe. E, assim, cresceste em beleza, elogiado por todos.

Mas tivesse eu escrito no Deve e no Haver do teu Livro da Vida, todos as venturas e desgostos que nos deste, ao longo dos primeiros oito anos da tua existência, certo seria que o Passivo ultrapassaria, em muito, o Activo, tornando a tua Situação Líquida mais deficitária do que a do PIB nacional.

Como poderei esquecer as mobílias destruídas, as paredes roídas, os colchões de molas escavacados, o armário, enorme, dos medicamentos, esparramado no chão, os remédios ingeridos e a seguir vomitados? Nunca! Mas pior, pior do que tudo, as agressões aos teus companheiros, as tuas vítimas, os terríveis ataques  que, aproveitando as nossas breves ausências ou uma pequena distracção, infligiste ao Jack e ao Argus, teus semelhantes,  e  ao gato Rodrigo, provocando-lhes a morte, e  cujas recordação e mágoa permanecem tão vividas que, mesmo após tantos anos,  me assombram ainda as noites e me provocam pesadelos? E que dizer dos estragos causados ao coração do Dono, que entrava em síncope quando se deparava com todas as desgraças, consequências das tuas maldades? Ou quando te atiravas ao Nino, infeliz Shih-Tzu, sempre temeroso e gemebundo, ocultando-se pelos cantos, tentando escapar à tua sanha? E das perseguições aos gatos? E dos saltos, mal intencionados, para cima das crianças com quem antipatizavas?

Quantas as vezes em que, cega de raiva, te castiguei fisicamente, senti a tentação de te abandonar como se fosses coisa desprezível, de te mandar abater, de te matar pelas minhas próprias mãos? Nem têm conto… Mas eras imune aos castigos corporais. Sofria-las sem revolta, sem um rosnido, sem fazeres menção de nos morder. A tua expressão revelava, somente, inocência, incompreensão – porque me bates, que mal fiz eu? – e isso deixava-nos ainda mais arrasados.

E, depois, o reverso da medalha: a tua dedicação incondicional para connosco, ao ponto de nunca te revoltares, nem com as mais duras punições, a forma como ajeitas e encolhes o corpanzil, para caber num ínfimo canto, só para estares junto de nós, a imensa satisfação que demonstras com a mais pequena carícia, o rabo abanando em desmedida alegria, os olhos pretos e líquidos que nos seguem, a maneira como te sentas, à mesa, à nossa frente, a cómica cabeçorra peluda, a pata insidiosa e furtiva, tentando roubar-nos  a comida e provocando-nos o riso – ainda ontem à noite fizeste isso,  ao jantar, nem cabias na cadeira, tão brutinho que estás.  E a sublime tolerância que sempre demonstraste em relação às cadelas e que sempre nos surpreendeu. Uma fera para os machos, um gentleman (neste caso, um gentledog) para as senhoras, a quem tudo suportas.

O Tempo tudo atenuou. Já não há, em ti, vestígios de agressividade, És, agora, um cão velho e dormes grande parte do dia. Sob as franjas hirsutas, os olhos negros são vivazes e maliciosos, mas podemos, sem receio de despertar os teus instintos de dominância, pousar as nossas mãos sobre a tua cabeça,  afagá-la longamente, apreciar a tua alegria.

E também sei que, em última análise, a culpa de tudo o que fizeste foi inteiramente nossa. Queríamos que fosses um cordeiro quando eras um lobo, queríamos humanizar-te quando és um cão, moldar-te à nossa imagem e semelhança. Queríamos, em suma, que fosses um hipócrita.

Sem dúvida que, no dia em que os teus olhos se fecharem, se encerrará um ciclo da minha vida.

Diz uma lenda antiga que o Cão esperou pelo aparecimento do Homem para sair da sombra. E que, quando tal aconteceu, para sempre se juntaram, na riqueza e na miséria, na felicidade e na desdita.

Por isso, quando nos dias soalheiros, durante os nossos passeios, cansado e de língua de fora, te deitas à minha à minha sombra, sei bem que foi por mim que esperaste. 

Fazes hoje 12 anos. Parabéns Dominó.

MHR

16.Outubro.2009

 

publicado por Missão Patas Felizes às 14:49

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2 comentários:
De Pat a 16 de Outubro de 2009 às 16:11
PARABENS DOMINÓ!!
De Anónimo a 17 de Outubro de 2009 às 19:41
Lindo Manela lindo de morrer, sigo sempre os seus comentários na Arca e agora aqui também.

Parabéns por fazer parte deste blog fantástico que é "As Patas Felizes"

Elas transformam os meninos e dão-lhes brilho ao olhar.

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